Lucas Alexandre Muraro, Advogado

Lucas Alexandre Muraro

Andirá (PR)
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Sobre mim

Sou servidor público federal sob o cargo de técnico do seguro social. Sou formado em Ciências Jurídicas pela Universidade Estadual do Norte Pioneiro - UENP há alguns anos, entretanto somente em 2019 decidi-me pela minha inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Minhas aptidões, e simpatias, concentram-se nas searas cível, digital, consumidor e constitucional;

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Lucas Alexandre Muraro, Advogado
Lucas Alexandre Muraro
Comentário · há 8 anos
Estas "belas" teorias e categorizações sobre feminicidio são uma grande bobagem criada por políticos avidos por votos de grupos. Criar uma nova espécie de homicídio, apenas para satisfazer o ego de "progressistas", ao mesmo passo em que não se combate a impunidade e a cultura troglodita dos mais pobres é, no mínimo, tratar os brasileiros civilizados e responsáveis com desrespeito. Os supostos intelectuais que adoram discursar sobre uma suposta cultura do estupro, e do feminicidio, provavelmente, nunca se atentaram à realidade e creem que a formulação dessas "belas" teses é o caminho para a solução do problema. Digo-lhes, como jurista e como quem já morou em todos os níveis sociais de bairro, o problema é cultural e penal.

1. Cultural pois o brasileiro, ao contrário dos livros de história do MEC, é composto por diversos tipos de grupos. Muitos destes são violentos e tais comportamentos, ao contrário do que pregam certas pessoas, não são, necessariamente, motivados apenas pela condição socioeconômica desfavorável, mas pelo conjunto e história da cultural local que precedem o criminoso. Querem um exemplo? O goleiro Bruno, era um jogador famoso, uma pessoa bem de vida, mesmo assim, escolheu o caminho do crime pois o "mindset" do mesmo foi, provavelmente, viciado desde pequeno. Países como China e Índia, possuem grandes quantidades de pessoas sob condições socioeconômicas insuficientes, mesmo assim, os indicadores de segurança pública são muito melhores do que no Brasil.

2. O governo brasileiro é incapaz de conduzir uma estrutura carcerária adequada e, ao notar isto, o Poder Judiciário resolve agir com as próprias mãos, desobedecendo o sistema legal com o intuito de "não colocar o condenado em regime mais gravoso". No meu trabalho, tenho a oportunidade de ver diversas certidões de cárcere e/ou penais e fico enojado com o que leio.

3. O próprio sistema penal é feito para "ressocializar". Não é novidade, a ideologia socialista, presente no corpo jurídico nacional, vê o criminoso com olhos "Rousseaunianos" (uma espécie de bom selvagem corrompido pelas desigualdades do sistema). Não existe desigualdade social provocada pelo sistema, o que existe é a desigualdade perpetuada por gerações e gerações de famílias desorganizadas que, mesmo desprovidas do básico, teem inúmeras proles em um ambiente inóspito, e pouco civilizado, sem qualquer penalização por tamanha irresponsabilidade. Junte-se a isso, diversas atenuantes e válvulas de escape que aliviam as condenações de forma a fomentar um "contrapeso da justiça social" as quais acabam por resultar em penas brandas que, frequentemente, não são cumpridas em sua integralidade graças ao sistema de progressão penal.

O que está em vigor no Brasil, não é uma cultura contra as mulheres. Não há cometimento de atrocidades por questões ligadas ao gênero, isso só acontece na mente distorcida de pessoas viventes em uma realidade paralela.

Para nós, que vivemos a insegurança do cotidiano, o que está acontecendo é o aumento sistêmico da criminalidade, com o aval velado de considerável parte do Estado.
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Lucas Alexandre Muraro
Comentário · há 8 anos
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